
Educando para o consumo
Se você tem filhos pequenos sabe a dificuldade que é controlá-los diante de uma prateleira de supermercado, por exemplo. E para esse caso com certeza já ouviu o conselho “Na hora das compras do mês deixe os pequenos em casa”. A ideia é ótima se a sua intenção é criar adultos sem a menor noção de como usar (bem) o dinheiro.
Mas se desejar formar adultos conscientes a primeira coisa a fazer é se comportar de maneira equilibrada como consumidor. Os filhos imitam o comportamento dos pais, portanto, controle-se.
Outro instrumento importante na educação financeira é estabelecer um valor mensal para dar as crianças, a famosa mesada. Defina um valor e entregue-o apenas uma vez no mês. Com a sua ajuda elas poderão definir as prioridades e decidir se compram uma bola nova ou completam o álbum de figurinhas, mas caso o dinheiro acabe antes da nova mesada elas deverão esperar pela próxima, nada de mimos extras. Senão, tudo o que foi aprendido vai por água abaixo. E cuidado para não transformar esse aliado em algo negativo. Fique atento e sempre fiscalize como o dinheiro está sendo gasto.
Uma outra sugestão é permitir que os filhos entrem em contato com o ambiente de trabalho dos pais. Assim eles saem um pouco das situações de consumo e percebem que o salário do final do mês não é truque de mágica, e sim uma recompensa pelas horas de esforço e dedicação.
Permita que suas crianças sintam desejos. Não faça todas as vontades dando tudo de mão beijada. A culpa pela ausência faz com que muitos pais compensem o tempo perdido com presentes, porém essa atitude gera nos filhos o sentimento de indiferença e banalidade diante dos mimos criando adultos individualistas, materialistas e consumistas. Antes de dar, pense e converse com eles sobre suas reais necessidades. Você poderá se surpreender com a simplicidade dos pedidos, muitas vezes sem nenhum valor material.






