Já se foi aquela ideia de que quem mora sozinho são apenas os solteiros. Hoje, além do público “livre, leve e solto”, é possível encontrar os divorciados, os viúvos e, até mesmo, os casados – É isso mesmo! Muitos casais preferem se unir, mas sem juntar as escovas de dente. Para entender as particularidades, conversamos com especialistas no assunto que deram dicas sobre o que passa na cabeça de cada perfil, o que desejam do sexo oposto e o que precisam para serem mais felizes.
Estado civil? Solteiro e feliz!
Para se ter uma ideia da quantidade de sozinhos só em São Paulo recentemente uma pesquisa do IBGE divulgou que 2,2 milhões de paulistanos com mais de 18 anos estão solteiros. Mas como está o quesito “relacionamento” desta legião de sozinhos?
De acordo com o terapeuta Sérgio Savian, especialista neste perfil, a quantidade de pessoas sós se deve ao fato de acreditarem na ideia de par perfeito. “Este conceito é ilusório. Se você não estiver preparado, nunca conseguirá desenvolver um bom relacionamento. A dificuldade para se relacionar tem como base um péssimo contato consigo mesmo e na forma de compreender as relações”, destaca.
Savian acredita que o romantismo não deve ser a base de tudo, mas sim complemento. Ele ainda enfatiza que um dos maiores erros é imaginar que o relacionamento consegue caminhar sozinho, sem que ambos se esforcem para isso. “Falta de diálogo é um fator importante que impossibilita um casal a acertar suas arestas. Falta de tempo para estar com o outro, exigir que se comporte como você gostaria que ele se comportasse, egoísmo ou generosidade em excesso. Tudo isso colabora para detonar uma relação”.
Levei um fora. E agora?
Se você acabou de levar um pé na bunda e não pretende ficar com ela doendo por muito tempo, saiba que o livro “Levei um fora. E agora?” é a sua cara! A advogada Vanessa Fagundes traz vários conselhos sábios para quem está nesta situação e realça que sacudir a poeira e deixar a fila andar continua sendo a dica de sucesso. “Sempre que um relacionamento termina, temos condições de saber o que estava errado e tentar melhorar para que o próximo seja melhor ainda”.
O grande problema é quando o casal se afasta de seus amigos e inicia uma vida totalmente a dois. Neste caso, a separação é extremamente complicada. “Já passei por isso e perdi o contato com todos os amigos. Com isso, aprendi que nunca devemos deixar os amigos de lado. Chame-os para sair junto com o namorado, mas não se isole completamente”, aconselha.
E antes de sair em busca de novos amores para superar uma antiga paixão, tome cuidado. “Precisamos nos reerguer antes de nos envolver com outra pessoa novamente. Temos que parar para refletir sobre o que realmente queremos, o que faz bem e o que não faz”. Inclusive, fuja da carência e encare a sua nova vida de solteiro. Frequente locais badalados, ideais para conhecer outras pessoas, como bares, restaurantes, cursos de idiomas, aulas de dança.
A vida segue sempre em frente
Divorciou-se ou está viúvo há algum tempo? Deseja alguém para caminhar ao seu lado, mas está difícil de encontrar? Não tem problema nenhum, afinal, a Internet facilita - e muito! - encontrar parceiros. Não é à toa que a terapeuta Claudya Toledo investiu no ramo e hoje atende como “cupido profissional”, atuando como diretora da A2 Encontros, a maior agência de relacionamentos do país. E, cá entre nós, o negócio dá certo mesmo: são mais de 17 mil clientes ativos que buscam um companheiro de acordo com o perfil cadastrado.
“Todo o término de uma relação é doloroso. Mas depois que tudo isso passar, feche essa porta, guarde as boas lembranças e aprendizados. E bola pra frente. O término de um relacionamento ou a morte é o fim do outro, mas não o seu fim”. Na sua experiência de cupido, ela deixa várias dicas para que um relacionamento vingue, como elogiar sempre. “Não ressuscite velhos fantasmas, dores e amores do passado. Jamais fale de ex, está proibido. As mulheres devem estar bem arrumadas e cheirosas, com uma roupa discreta. Já os homens devem fazer a barba e colocar uma roupa compatível com o seu estilo”, aconselha.
Após encontrar a sua cara-metade, atente-se para não jogar tudo para o alto, principalmente em momentos de nervosismo. “Existem sete níveis de relacionamento entre duas pessoas: o físico, o sexual, o financeiro, o amoroso, o social, o intelectual e o espiritual. Os maiores erros cometidos são quando as pessoas misturam esses canais durante o calor da discussão”, alerta.